Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda

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Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda encerra o tríptico Situações de Atrito que instaura um caráter insurgente no corpo a fim de construir situações coreográficas em suas potências políticas

De julho a setembro de 2019, o coreógrafo e bailarino Wellington Duarte apresenta seu novo espetáculo de dança, Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda em diversos espaços da cidade: na Oficina Cultural Oswald de Andrade (dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho), no Centro Cultural São Paulo (dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto), no Centro Cultural Olido (dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro) e no Complexo Cultural Funarte (dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro).

O espetáculo Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda estuda um corpo-substância que se desorganiza por atrito ou por motivo não identificado. Um corpo-espaço que não cabe em si, que faz cruzamentos que põem em contato signos de torção, de violência, de precipitação, de deslocamento e de necessidade cinética. O binômio dança-política é pensado através de uma invocação direta do corpo e suas capacidades, do corpo e suas potências cuja função é a de perturbar a formatação cega de gestos, hábitos e percepções. “Acreditamos que, se existe uma conexão entre arte e política, deve ser colocada em termos de dissenso, no sentido de que o dissenso produz ruptura de hábitos e comportamentos.”, afirma Wellington Duarte.

Sobre o situações coreográficas#variação3: uma coisa muda

A criação dessa terceira parte do tríptico faz parte do projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.  

O projeto agregou, além da criação desta nova peça, outros acontecimentos como oficinas, residência artística e a criação de quatro Gestos Coreográficos, assim denominados por seu caráter emergencial, interventivo e provocador. Para a criação dos Gestos Coreográficos foram convidados quatro coreógrafos e quatro grupos de dança contemporânea da cidade de São Paulo que, juntamente com o Núcleo EntreTanto, acionaram uma reflexão sobre o corpo contemporâneo.

O primeiro gesto, Konstituição em Segunda Instância, foi dirigido por Sandro Borelli, com o Grupo Ca.Ja; o segundo, Pulsar, Pulsar Zero, Pulse, RePulsodirigido Marcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys) com o Coletivo Autônomo Temporário; o terceiro, Paisagens de Passagem, dirigido por Helena Bastos, com o Núcleo Enxertia  e o quarto, GESTUS 4.13, dirigido por Daniel Kairoz,  com o Núcleo KASA. 

O texto “Para os que estão no Mar…”, de Marie-José Mondzain, do livro Levantes, do filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi eleito como principal disparador para as criações.  Segundo Didi-Huberman, “o levante seria, então, o gesto pelo qual os sujeitos desprovidos de poder manifestam – fazem surgir ou ressurgir – em si mesmos algo como uma potência fundamental (…) Levantes são, portanto, potências de ou na ausência de poder. São potências nativas, potências nascentes, sem garantias de seu próprio fim e, por isso, sem garantias de poder.”

As ações propostas para o projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, compreenderam não somente um aprofundamento da investigação corporal, mas principalmente sua relação com a comunicação pública. A presença de um grupo diferenciado de artistas interlocutores no projeto, através dos Gestos Coreográficos, possibilitou aos estudantes, pesquisadores, artistas e público em geral ter acesso a processos de troca artística em busca de outras formas de construção dramatúrgica.

“Sentimos que o momento nos pede para somar forças, promover encontros, fomentar processos coletivos, investir na convivência comunal ao invés de traçar caminhos solitários de pesquisa. A conjuntura política e social atual traz uma urgência e uma necessidade de articular respostas estéticas e éticas a ela, como forma de resistência. Por isso mesmo, situações coreográficas#variação3: uma coisa muda tornou-se um projeto de aprendizagem que serviu, sobretudo, para refletir, ressignificar e reinventar nosso modo de estar no mundo, e consequentemente, nosso modo de criar”, concluiu Wellington.

Wellington Duarte

WELLINGTON DUARTE atua em São Paulo como diretor, bailarino e performer desde 1990 e atualmente dirige o Núcleo EntreTanto. Em sua trajetória promoveu um fazer/dizer no corpo e investiga qualidades corporais que vão além de temas pontuais. Neste contínuo fazer tem elaborado propostas experimentais da fisicalidade, conectando lógicas, pensamentos e questões insuspeitas no corpo.


Ficha Técnica

Concepção e Direção: Wellington Duarte

Intérpretes: Aline Brasil, Maria Basulto e Wellington Duarte

Intérpretes Convidados: Bia Rangel, Camila Bosso, Guma Muliterno e Richard Reis

Orientação Dramatúrgica: Donizeti Mazonas

Assistente de Direção: Rafael Costa

Desenho de Som: Daniel Fagundes

Ambientação Cenográfica e Figurinos: Eliseu Weide

Luz: Wagner Antonio

Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi Slavov

Fotos: Keiny Andrade

Produção: Jota Rafaelli – MoviCena Produções

Assistente de Produção: Luciana Venâncio

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Realização: Núcleo EntreTanto, da Cooperativa Paulista de Teatro

Serviço

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda

Duração: 60 min/ Classificação: 14 anos

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho de 2019

Segundas, quinta e sexta, às 20h e sábados, às 18h

Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro/ São Paulo

Galeria 1 – 30 lugares – Grátis

Os ingressos serão distribuídos com 1h de antecedência

CCSP – Centro Cultural São Paulo

Dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto de 2019

R. Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ São Paulo

Quinta a sábado às 21h e Domingos, às 20h

Centro Cultural Olido

Dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2019

Av. São João, 473 – Centro/ São Paulo

Complexo Cultural Funarte

Dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro de 2019

Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos/ São Paulo

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