A dor da frustração

Por

Por Carmen Thiago

Quando a dor das frustrações da Vida nos engole, e perdemos a força para reagir nos deixando levar pela paralisia mental, emocional e até física, nos aprisionando em nós mesmos.

Atualmente temos tomado conhecimento da quantidade de pessoas em um nível de frustração e paralisia diante da Vida de forma calamitosa.

A quantidade de pessoas hoje que se tornaram dependentes de anti-depressivos na tentativa de continuar a caminhada mesmo que se arrastando, é enorme.

Várias matérias sobre o fato da depressão ter se tornado mal do século, é mais que evidente.

Os consultórios andam cheios de pessoas em estados lamentáveis de confusão mental/emocional, sem saber que rumo dar às suas vidas, por não conseguirem mais encontrar uma saída para suas frustrações ou dores internas.

Nas redes sociais em sua maioria, vemos pessoas felizes, fazendo poses, com aspectos de bem realizados, satisfeitos, cheios de likes, mas como já tem sido documentado, a maioria delas estão na verdade buscando um preenchimento interior através desses likes, acreditando que tem apoio dos “amigos virtuais”, buscando nisso um falso apoio, ou falsa força, como uma fuga incessante da verdadeira condição em que se encontram, de vazio inexplicável e enterrados numa dor na alma que não conseguem conter, nem descobrir como se livrar delas, apelando apenas para medicamentos na tentativa de conter ou amenizar esses sintomas dolorosos, mas sem resultados reais.

Foto: .pexels.com

A quantidade de suicídios que vem acontecendo é cada vez mais crescente, desde adultos até de crianças de 8 ou 10 anos, como nunca havia se visto. A partir desses indícios, é realmente para se classificar como uma epidemia global, já que essa condição independe de cultura, classe social, padrão de vida ou qualquer outra classificação humana.

A questão a ser abordada aqui, é sobre o que leva alguém a chegar nesses estados. Por falta de conhecimento, a maioria das pessoas não sabem que todo mal que nos acomete, de qualquer natureza, começa sempre em nosso íntimo.

O que vem a se manifestar, seja no corpo, na mente ou no campo emocional, vem sempre do campo energético da pessoa, que é um resultado das memórias das experiências vividas, com o tipo de  vibrações acumuladas ao longo da vida que por sua vez é derivada dos tipos de escolhas que fazemos, de acordo com nossas verdades ou convicções pessoais e a partir destas, as nossas interpretações do nosso mundinho.

Cada pensamento, sentimento ou emoção que sentimos, estão diretamente ligados à forma como interpretamos esse mundo à nossa volta, e claro, essas interpretações vem sempre de acordo com as verdades que adotamos pra nós, para nossa vivência.

Tipo: isso é o certo pra mim / isso é errado – isso é lindo / isso é feio, etc…

Todas essas interpretações feitas sobre qualquer coisa, tem uma carga energética, positiva ou negativa, leve ou densa e são elas que “moldam” as experiências que viremos a ter. Nada ao Universo é indiferente ou inerte. Tudo é energia pura, que interage com as energias que escolhemos conscientes ou inconscientes e que emanamos de nós. O Universo sempre responde a cada uma delas na mesma frequência em que estamos vibrando.

É dessa forma que “criamos” todas as experiências que nos chegam, sem a menor noção de que fomos nós mesmos que as trouxemos para nós.

E por não termos consciência desse poder de co-criadores como seres divinos que somos, ou esquecidos disso, criamos tudo o que nos chega sem saber.

Passamos então a jogar para fora, ou para o mundo, ou à humanidade, ou à Vida a “culpa” por todos os dessabores que experimentamos, e se não temos consciência de nossa responsabilidade nessas escolhas, claro, também não podemos assumi-la e sendo assim, muito menos buscar uma mudança.

Nessa situação tendemos ou a nos colocar ou lutar “contra” o que julgamos nos agredir ou nos molestar, ou nos entregamos sem forças para reagir, nos colocando numa prisão interna que tende sempre a nos deprimir, as vezes a ponto de preferir morrer, a ter de lidar com a tal dor.

Foto: .pexels.com

É quando passamos a julgar as coisas, pessoas ou situações à nossa volta, e essa postura imprime sobre tudo, a mesma vibração que imprimimos em nossa áurea, e dependendo dessa frequência impressa, será a sequência de acontecimentos que vamos experienciar. Dessa forma passamos a sofrer esses “retornos” sem nos darmos conta, de que sempre, sem exceções, tudo começa e termina em nós mesmos.

Reclamar da Vida, ou das pessoas que julgamos responsáveis por nossa infelicidade, ou os fatores que nos afetam de forma negativa ou triste, só piora ainda mais esse quadro.

Tudo o que nos chega, fomos nós mesmos que de alguma maneira criamos, consciente ou inconscientemente. Ou foi alguém que não agiu como esperávamos, ou que nos maltratou ou desrespeitou de alguma forma, ou nos traiu, ou algum outro fator que tenha nos feito crer que não temos sorte na vida, ou que somos uns coitados ou injustiçados diante dela, que tudo ou todos não nos compreendem ou não nos aceitam nossa natureza de ser. Nos fazendo sentir como vítimas. Onde passamos a crer que esse mundo é cruel, e que não vale a pena viver nele.

Quanto mais reclamamos ou julgamos o que nos chega de ruim, sejam pessoas ou situações, mais atraímos situações e pessoas na mesma frequência em que nos encontramos, de revolta, medo, mágoa, raiva ou ódio, mantendo o mesmo padrão de eventos indefinidamente.

Costumo usar o exemplo do ladrão que nos rouba algo… Ele só vem nos roubar, o que dentro de nós já roubamos de nós mesmos. Seja nossa paz, alegria, bem estar, amor, etc… O ladrão apesar de nos roubar ou algo material ou um estado de espírito, vem aqui representar meu espelho. Me mostrando o que tenho para curar em mim mesmo. O que tenho que me dar, sem esperar que o mundo o dê a mim. O Universo só pode me dar o que eu mesmo escolhi me dar, nem mais, nem menos.

Foto: pexels.com

 Isso também nos leva ao pior dos sentimentos. À solidão, as vezes extrema.

Sem saber que, essa solidão nós mesmos é quem escolhemos sentir, mas sem perceber que é uma escolha nossa, como uma espécie de represália ao que o mundo nos tirou, ou não quis nos dar. E assim transformamos nossas vidas num verdadeiro amontoado de frustrações e revolta, que as vezes podem se tornar insuportáveis, a ponto de tirar nossa vidas.

Se chegamos a esse estado, o que mais precisamos é voltar nossa atenção ao que estamos escolhendo, pensar, sentir e emanar de nosso ser, para corrigir essa frequência que costuma ser amarga, por vezes cruel e pegajosa, já que a maioria das pessoas nesse estado, tende a se apegar a essa condição de vítima, primeiro porque não querem abrir mão de ter razão sobre o que reclamam e em consequência, não podem querer mudar a si mesmo, porque não reconhece a verdade de que só nós mesmos é quem somos os únicos responsáveis por essa condição, e culpando o mundo a nossa volta por ela.

Se queremos mudanças, ou melhorar as condições de nossa vidas, devemos buscar as mudanças dentro de nós. Aprender a assumir a responsabilidade pelas escolhas equivocadas e buscar a mudança dentro. Parar de reclamar ou julgar a tudo e a todos. Pois nessa condição a pessoa passa a focar em coisas que julga errado ou fora do seu modo de pensar, e se irritam profundamente com isso.

Um passo importante é tentar mudar o foco e buscar coisas, pessoas e atitudes boas a sua volta, porque elas existem sempre e são muitas.

Além disso e o mais importante, busque a si mesmo e se preencha de si mesmo. Você é seu melhor amigo, encontre-se com ele. Procure se sentir pleno em si mesmo para não continuar precisando buscar coisas fora de si, no mundo.

Foto: pexels.com

É que nesses estados de mágoas ou revoltas não conseguimos perceber o quanto também nos recriminamos. Entre em contato com seu eu, mas sem culpas ou auto condenações. Mas se amando, se aceitando em tudo sem condicionamentos. Plenamente, porque errar é humano e não é motivo para se auto julgar e punir. Se aceitar por saber, que mesmo que tenha errado, você fez o melhor que podia dentro de cada situação e se agradecer por isso. E muito.

Portanto, aprenda a se amar, se respeitar, se aceitar, não importando quantas vezes errou. Porque Deus nunca nos julgou nem condenou. Isso é balela de religiões que nos querem temerosos e enfraquecidos. Ele sempre nos amou incondicionalmente e nos desejou o melhor, mesmo em nossas falhas. E Ele só não pode nos dar, o que não escolhemos nos dar antes. Então porque não conseguimos nos amar também? Está em nossas mãos nos darmos o melhor.

Então se dê! Tudo o que considera de melhor. Não espere que o mundo o faça, porque ele não o fará. O mundo é seu espelho e só poderá refletir o que você já escolheu se dar. Compreende?

E que a Paz se faça em seu ser!

SIGA-NOS

9,705SeguidoresSeguir
38,152SeguidoresSeguir

INSTAGRAM

Evento gratuito oferece degustação de colágeno

Ação voltada para mulheres será realizada neste sábado, 30, na Suprafarma em Palmas - TO A pele é...

Violência doméstica mata uma mulher a cada três dias na Alemanha

Alemanha registra 140 mil casos de agressões e ameaças cometidas por parceiros ou ex-parceiros em 2018: 81% das vítimas eram mulheres....

Circo Zanni inaugura espaço permanente na Raposo Tavares com apresentações em novembro e dezembro

Grupo circense comemora quinze anos de história com inauguração de sua sede - mais novo centro cultural de Cotia. De novembro...