Terremotos sacodem Albânia

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Os piores tremores das últimas décadas no pequeno país dos Bálcãs deixam ao menos 108 pessoas feridas, entre elas, crianças e adolescentes. O Mediterrâneo é um das zonas sísmicas mais ativas da Europa.

Novo tremor com magnitude de 4,8 na escala Richter foi registrado na Albânia no início da madrugada deste domingo (22/09), depois que o país foi abalado no sábado pelos piores terremotos dos últimos 30 anos, segundo o Ministério da Defesa albanês.

De acordo com informações do Serviço Geológico dos EUA (USGS), o primeiro tremor registrado na tarde de sábado teve magnitude de 5,6. Ele foi seguido por outros abalos sísmicos de magnitude 5,1 e 4,7, respectivamente.

O epicentro foi localizado seis quilômetros ao norte da cidade portuária de Durres, a uma profundidade de dez quilômetros.

Especialmente em Durres e na capital albanesa Tirana, um grande número de pessoas correu para as ruas. O Ministério da Saúde registrou ao menos 108 feridos. Segundo a mídia local, entre eles, estão muitas crianças e adolescentes com lesões na cabeça e nos membros.

Fotos mostram danos significativos em edifícios. Quedas de escombros e tijolos destruíram veículos. Em Tirana e outras cidades e vilarejos, as linhas de transmissão de energia elétrica e telefone foram interrompidas. A capital possui cerca de 600 mil habitantes, na Albânia vivem quase três milhões de pessoas.

Devido à catástrofe, o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, cancelou sua participação na Assembleia Geral da ONU em Nova York. Ele interrompeu sua viagem em Frankfurt para retornar à Albânia.

A região do Mediterrâneo é uma das zonas sísmicas mais ativas na Europa. Ali, as placas tectônicas Africana e Eurasiática se movem uma em direção à outra. Isso acarreta tensões que se descarregam espontaneamente através de terremotos.

Fonte: DW

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Paula Tooths
Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de oito títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami

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