Na fila do pão

Por

*Por Josete Bringel -  Jornalista e Radialista 

Hoje cedo fui comprar o pão domingueiro num supermercado perto da minha casa. Quando entro na fila ouço uma discussão acalorada. Um senhor muito elegante, camisa manga comprida, bem engomada, calça social moderna, um relógio bonito e uma grossa aliança de ouro no dedo da mão esquerda discutindo com uma senhora extremamente simples. O bate boca foi tão alto que chamou a atenção de todos no supermercado.

Ela: “O Sr. passou na minha frente”!

Ele: “Não! A senhora quer dar uma de espertinha! Aliás a senhora está na fila errada. Deveria estar naquela outra, a preferencial!”

Ela:” Eu não! Só tenho 55 anos, não sou idosa e se o Sr. fosse cavalheiro me deixaria passar logo. Mas vejo que cavalheiro o Sr. não é. O Sr. também deveria ir pra fila preferencial pois já está até careca!”

Ele atirou: “Vejo que a Sra é muito grossa, por isso vai ficar aí esperando!” Pagou a conta, foi embora e a mulher ficou chorando na fila pela humilhação que passou na frente de todos que queriam apenas comprar o pão para o café matinal, inclusive eles mesmos. A caixa do supermercado ficou impressionada com tanta grosseria e comentou com uma máxima corriqueira: “não sei pra quê isso, pois quando morrer vai pro mesmo lugar de todo mundo”.

A mulher simples, comum eu não conheço. Mas o homem eu conheço muito bem…Não vou citar o nome por questões éticas talvez… Mas vou descrevê-lo. Como diz o bordão “os entendedores entenderão”: é uma figura da área da comunicação pública. Não é jornalista mas atua na cúpula de um dos 3 poderes estaduais, tem trânsito livre nos gabinetes refrigerados e carpetados, veste-se sempre com elegância , terno, gravata, manga comprida, sapato social e cinto.

Em qualquer circunstância e ambiente o figurino é o mesmo! Hoje, domingo, na fila do pão estava com a beca quase completa. Mas de que adianta tanta socialidade aparente se não consegue respeitar quem está ao seu lado? Já conheço este personagem da cúpula há muito tempo. Me parecia tão polido. Mas hoje conheci a sua verdadeira face, sem empatia, sem generosidade, desrespeitoso, grosso e deselegante! Tudo que sempre vi era só fachada. Pra mim a máscara dele caiu.

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