Período de chuvas aumenta casos de doenças

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A população já sofre muito com os diversos prejuízos e transtornos causados pelas chuvas e enchentes, mas é após esse período que outros problemas de saúde começam a surgir, seja pelo contato com a água contaminada ou pelo acúmulo de água.

O médico infectologista do Grupo América, que faz parte do Sistema Hapvida, Rogério de Melo, chama atenção para esses problemas e destaca quais as doenças que podem ser adquiridas: “Com o acúmulo da água parada há maior proliferação do mosquito Aedes aegypti, potencial transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A maior incidência é no período chuvoso, principalmente de outubro a março, porém o mosquito pode estar presente e transmitir essas doenças o ano todo. Já em regiões urbanas onde podem ocorrer enchentes ou enxurradas, o risco é o contato da pele com água contaminada por urina de ratos, causando mais frequentemente, a leptospirose.  Enchentes e enxurradas, quando causam transbordamentos de esgotos, podem contaminar a água e trazer risco de doenças como a hepatite A e diarreias infecciosas”.

A maioria dessas doenças podem ter sintomas muito parecidos e a recomendação é não se automedicar e sim, procurar um especialista para a avaliação. É muito importante ficar atento a qualquer alteração

Quais os principais sintomas?
O dr. Rogério separou para nós algumas informações importantes sobre os sintomas de cada doença. Mas atenção: caso apresente algum desses sintomas, procurar o atendimento médico.
Dengue: febre, dor de cabeça, dor nas articulações, dores pelo corpo, dores nos olhos ou ao redor dos olhos, náuseas, vômitos e algumas manchas pelo corpo que podem evoluir para coceira.
Zika: febre baixa, dor de cabeça, pequenas manchas vermelhas pelo corpo com coceira, vermelhidão nos olhos e cansaço.
Chikungunya: febre súbita, dor de cabeça constante e podem surgir manchas avermelhadas pelo corpo, mas frequentemente há dores fortes e constantes nas articulações.
Febre Amarela: menos frequente que as demais, pelo fato de existir vacina muito eficaz na rede pública. Pode ocorrer febre alta, mal-estar importante, dores de cabeça e alterações hepáticas potencialmente graves.
Leptospirose: se houver contato da pele com água ou lama das enchentes, ficar atento a febre, dores musculares, principalmente nas pernas, náuseas e dores de cabeça.

Quais os cuidados?
O infectologista do Grupo América e Sistema Hapvida tem algumas dicas de cuidados individuais e coletivos que todos podem adotar:
– Evitar a formação de água parada para eliminar os criadouros do mosquito, seja em vasos de plantas, caixas d’água, pneus, calhas dos telhados, ralos, etc.
– Usar repelentes duas a três vezes ao dia, principalmente os que tenham icaridina na sua composição.
– Mosquiteiros e telas nas janelas também podem ajudar.    

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