Coronavírus: o isolamento social e o comportamento humano

Por

Com a chegada do COVID-19 muitas pessoas têm ficado em suas casas

O número de mortes e de infectados na China, assustou o mundo, e abriu um sinal de alerta para todos os continentes – América, Europa, África, Ásia, Oceania e Antártida.

Alguns levaram a sério, enquanto outros, ignoraram o fato de que se tratava não de uma epidemia, mas sim, de uma pandemia.

Não demorou e a Itália foi o primeiro país a ser infectado pelo Coronavírus, após a China. São milhares de óbitos, milhares de infectados, as cidades padeceram e a nação se tornou em um local fantasma com a ausência da população nas ruas.

Em seguida o vírus chegou à Espanha, que não diferente da vizinha Itália, já coleciona um número significante de milhares de mortos e de pessoas infectadas.

Após Itália e Espanha, o Coronavírus criou asas, e viajou por todo o mundo, chegando em praticamente todos os países, afetando suas cidades com suas populações.

A OMS, tem repetido incansavelmente que a maneira mais eficaz de não se contaminar e de não ser um transmissor do COVID-19, é o isolamento social, ficar em casa, lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, máscaras e evitar saídas desnecessárias.

As recomendações têm sido seguidas por várias comunidades, mundo a fora, e assim como vários países afetados pelo Coronavírus, o Brasil, maior país da América do Sul e os Estados Unidos, um dos mais populosos e mais ricos, tiveram seus territórios afetados pelo COVID-19.

O jornalista, Fabricio Magalhães, CEO do Grupo A Hora – Agência de Notícias, contou como anda o isolamento no país e como as pessoas têm reagido:

“É muito triste. Isso que vem acontecendo no Brasil e no mundo. O COVID-19 já provou por A mais B, que é um vírus letal. E como já citado por muitas autoridades da área de saúde, inclusive a OMS, o isolamento social e a aplicação das medidas de prevenção para evitar o contágio do Coronavírus, é o mais eficaz. Mas como diz o ditado ‘fazer do limão uma limonada’, é o que muitas pessoas e famílias tem feito. São pais, mães e filhos de uma mesma família, que se veem uma única vez ao dia e a depender do horário, de madrugada ou no final da noite, devido a compromissos de trabalho e até mesmo de estar estudando em horários que não batem com os horários que os outros membros da família possam estar em casa. Mas com a chegada do COVID_19 e com a decretação de vários governantes de que se deva fechar praticamente quase tudo, e ficar em casa, para evitar o contágio e a transmissão do vírus, a família voltou a reinar. São casais que se reencontraram como marido e mulher, pais e mães que agora tomam café, lanche, almoço, pipoca e jogam, assistem filmes e leem para seus filhos.
Não há o que fazer. A ordem é ficar em casa, e desta maneira, é preciso se reinventar como família. Talvez ao final dessa pandemia, sejamos pessoas melhores, sejamos filhos, irmãos, netos, pais e mães, com um novo aprendizado, o de amar, o de valorizar um aperto de mão, um abraço, uma visita, um tempo jogando conversa fora. O que temos visto e escutado, são netos com vontade de visitar e abraçar seus avós, ao passo que se vê os avós com saudade de abraçar e tomar um chá com seus netos. Quantas pessoas em casa, desejam sair e visitar um ente querido da família ou mesmo um amigo e neste momento de pandemia, não podem? Esta é uma pergunta que cabe a cada um de nós responder a nós mesmos”, finaliza Fabricio Magalhães.

Paula Tooths, jornalista do Grupo A Hora nos Estados Unidos, tem produzido muito material jornalístico de todo esse período catastrófico e afirma que do lado de lá não está diferente do Brasil e muito menos do restante do mundo:

“Aqui as coisas, tendem a cada dia, ficarem piores. Muitos americanos não levaram a sério a questão do isolamento social, e hoje o que temos, são milhares de corpos aguardando vaga nos necrotérios ou mesmo, para serem enterrados. Os Estados Unidos, infelizmente, já ultrapassaram a China, Itália e Espanha em termos de número de mortos e infectados pelo COVID-19. Só nos resta, seguirmos os conselhos da OMS, e ficarmos no isolamento total em casa, assim menos pessoas serão infectadas e menos famílias chorarão pelos seus entes queridos, que foram infectados e levados a óbito”, relata a jornalista.

O isolamento social, sem dúvida, serviu para que as pessoas se reconectem com as coisas e as pessoas que realmente são importantes.

Como a Pascoa, um período não só de isolamento, mas de reinventarmos a nós mesmos e ressuscitarmos de tudo aquilo que não faz sentido.

Originalmente publicado do Portal Terra em 14 de abril de 2020.

https://www.terra.com.br/noticias/dino/coronavirus-o-isolamento-social-e-o-comportamento-humano,30879129894ab1bb3d8c31e8941358058gupzrax.html

SIGA-NOS

9,705SeguidoresSeguir
36,569SeguidoresSeguir
Redação
Redação
Desde 1998, com foco numa maior oferta de conteúdo relevante e de interesse público, o Grupo A Hora é uma agência de noticias, ciente das preocupações da comunidade.

28 Patas Furiosas apresenta 2º mOno_festival

A 2ª edição do mOno_festival recebeu 208 inscrições de 14 estados do Brasil e uma do exterior. Foram selecionados seis espetáculos solo, um espetáculo inédito de...

Time

Time… Oh time will come and time will go but for people like me time runs slow. There was time as a youngster I would wander...

Belgo Talks Agro discute o poder e os desafios femininos no agronegócio

Os desafios e as conquistas das mulheres no agronegócio foram temas da live Belgo Talks Agro, promovida pela Belgo Bekaert, empresa líder e referência...