Peregrinação sem peregrinos

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O Santuário de Fátima celebra entre esta terça e quarta-feira um novo aniversário das aparições da Virgem, embora nesta ocasião, e pela primeira vez na sua história, irá fazê-lo sem peregrinos para evitar a expansão do coronavírus.

“Uma peregrinação de maio atípica”. É assim que o próprio santuário apresenta a que será uma comemoração que deixará marca na história esta noite, quando será a tradicional procissão das velas, e quarta, com o rezar do terço e a missa, o outro ponto importante desta celebração.

A ampla esplanada do recinto, que a 12 e 13 de maio de 2019 reuniu cerca de 200.000 pessoas, será este ano um palco vazio, “apenas com a presença das pessoas diretamente envolvidas nos diferentes momentos da celebração” e imprensa.

Os meios de comunicação serão essenciais para levar as celebrações às casas dos fiéis, que também poderão seguir o que acontecerá em Fátima pela internet.

Realizar os eventos sem peregrinos foi uma decisão tomada “com muita dor e tristeza”, segundo anunciou a início de abril o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, mas também com “grande sentido de responsabilidade” face à pandemia, que deixa em Portugal mais de 1.150 mortos e cerca de 28.000 contagiados.

Fátima chegou a ter nas últimas semanas a possibilidade de celebrar a data com restrições especiais para que pudesse haver um número limitado de fiéis, mas os responsáveis do santuário declinaram, argumentando que o risco era demasiado elevado.

Fátima chegou a ter nas últimas semanas a possibilidade de celebrar a data com restrições especiais para que pudesse haver um número limitado de fiéis, mas os responsáveis do santuário declinaram, argumentando que o risco era demasiado elevado.

“Tomar agora esta decisão dolorosa significa procurar criar condições para podermos retomar, o mais rapidamente possível, as peregrinações a este lugar”, indicam desde o templo, que pede aos fiéis que acendam uma vela desde as suas janelas esta noite para acompanhar as celebrações de Fátima à distância.

Para dissuadir os peregrinos que possam tentar aproximar-se apesar dos avisos do santuário, as entradas do recinto estão vigiadas desde sábado pela Guarda Nacional Republicana (GNR), que não registou incidentes notáveis e elogiou a atitude “muito responsável” da Igreja Católica.

O programa de Fátima no ano do coronavírus começará esta noite às 21h30, hora local, na capela das aparições, onde, segundo a tradição, a Virgem apareceu em 1917 a três pastorinhos.

Segue-se a oração do terço e a procissão das velas na esplanada, “num percurso mais curto” até ao altar do recinto, onde haverá uma “celebração da palavra” e a imagem da Virgem será levada de novo à capela das aparições.

Quarta-feira, o programa será retomado às 9 horas, com a oração do terço e, uma hora depois, haverá uma missa presidida pelo bispo Marto para, finalmente, dar lugar à procissão do adeus, que vai encerrar as comemorações.

O culto de Fátima tem a sua origem entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917, período durante o qual três crianças portuguesas – Lúcia, Jacinta e Francisco- afirmaram ter sido testemunhas de várias aparições da Virgem.

Os três menores, que eram pastores de um rebanho, afirmaram que a Virgem lhes fez várias revelações durante esses encontros, que formam a profecia de Fátima.

O santuário comemorou em 2017 o centenário das aparições com a presença do papa Francisco, que canonizou os irmãos Jacinta e Francisco Marto, as primeiras crianças não consideradas mártires a serem declaradas santos.

Fonte: EFE

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Paula Tooths
Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de sete títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami

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