Alemanha vai estatizar Lufthansa

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A chanceler federal alemã, Angela Merkel, anunciou nesta quarta-feira (20/05) que o governo em Berlim e a Lufthansa, maior companhia aérea europeia, estão próximos de chegar a um acordo sobre um pacote de resgate ao grupo que, devido à pandemia de coronavírus, teve quedas consideráveis em sua receita.

“O governo está mantendo conversas com a empresa e a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia). A decisão é esperada em breve”, disse Merkel durante coletiva de imprensa, em Berlim, sobre o acordo que poderá levar a uma nacionalização parcial do grupo.

Trata-se de um plano de resgate do grupo europeu, que agrega várias companhias aéreas, no montante de cerca de 9 bilhões de euros. 

De acordo com o semanário alemão Spiegel, a grande coalizão de governo, composta pela União Democrata Cristã (CDU) – da qual faz parte Merkel – e o Partido Social-Democrata (SPD), pretende estatizar 25% da empresa, mas a decisão não foi consensual.

O SPD argumentou que o Estado deveria ter voz nas decisões do grupo, enquanto a CDU estava relutante em relação à ideia de haver uma influência muito visível do governo. Consta, no entanto, que o ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz (SPD), conseguiu impor seu ponto de vista.

Na noite de quarta-feira, o grupo de aviação confirmou um comunicado obrigatório à Bolsa de Valores em que afirmava que a administração da empresa estava conduzindo atualmente “negociações avançadas” com o governo sobre a concretização de um pacote de estabilização. O conceito, que ainda não foi finalmente acordado, prevê medidas de estabilização de até 9 bilhões de euros, dos quais três bilhões em empréstimos do banco estatal de desenvolvimento KfW.

Também está planejado um aumento de capital por meio do Fundo de Estabilização Econômica (WSF) do governo alemão, que lhe dará uma participação de 20% na Lufthansa – assim como um bônus conversível de 5% mais uma ação. O WSF pretende exercer o direito de voto associado à posse das ações apenas em casos excepcionais, como a proteção contra uma aquisição indesejada, disse a Lufthansa.

Além disso, dois assentos no conselho de administração da Lufthansa devem ser preenchidos em coordenação com o governo em Berlim, afirmou a empresa.

Após a pandemia de coronavírus, o tráfego aéreo internacional praticamente parou. Em abril e maio, o Grupo Lufthansa transportou apenas 1% dos passageiros que levou no mesmo período do ano anterior. Embora tenha sido capaz de reduzir os custos por meio de jornada de trabalho reduzida para a maioria dos 138 mil funcionários e outras medidas, muitas despesas continuaram e sua liquidez se reduziu rapidamente.

Fonte: DW

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Paula Tooths
Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de sete títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami

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