Friday, August 6, 2021

A origem dos calendários

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Com a necessidade de organizar o tempo e registrar a evolução, assim como de comemorar datas fixas, surgiu a necessidade de desenvolver um método de contagem dos dias, e aí começou a história do calendário.

Segundo especialistas, isso se deu com os povos sumérios, da Mesopotâmia, aproximadamente em 2700 a.C.. Nessa época, o calendário era formado por 12 meses lunares que possuíam entre 29 e 30 dias, totalizando, em um ano, 354 dias. Esse calendário, entretanto, não coincidia com o calendário solar que é composto por 365 dias.

De suma importância nos dias de hoje, os calendários nos ajudam a organizar não apenas nossas rotinas, mas também datas religiosas e outros fatores importantes. Mas foram muitas as evoluções até chegarmos ao calendário usado no Brasil nos dias atuais.

Calendário Solar

Como as lunações são mais curtas, era mais fácil observar o ciclo lunar do que o ciclo solar, e foi por isso que o calendário solar foi mais difícil de ser constituído, entendido e estudado.

Criado pelos egípcios, o calendário solar apresentava-se com 12 meses, com 30 dias cada um, mas acrescidos de 5 dias ao final do ano, totalizando 365 dias. Os meses eram divididos em três estações apenas, sendo elas o Verão e o Inverno, comuns ao que seguimos hoje, além da Inundação.

Calendário Cristão

Também conhecido pelo nome de calendário gregoriano, o calendário Cristão é o que se segue atualmente no Brasil, e em muitas localidades do mundo.

O monge Dionísio, da Roma do século VI, foi quem criou esse calendário, que iniciava a contagem por um acontecimento de grande valor. Com isso, Dionísio, cristão, considerou que o ano 1 seria o ano de nascimento de Jesus Cristo. Somente no ano de 1582 esse calendário tornou-se oficial pelas mãos do Papa Gregório XIII, que também teve seu nome usado para referência do calendário.

Esse calendário foi uma adaptação e evolução que teve como base os calendários romanos.

Rômulo foi quem desenvolveu o primeiro calendário romano, contendo 304 dias que eram divididos em 10 meses. Pompilio, também romano, desenvolveu, em seguida, um calendário com 12 meses, sendo que tinham 29 ou 31 dias, baseando-se na crença de que números pares davam azar. Como faltavam, nessa situação, 10,25 dias para terminar o ano solar, foi criado um novo mês, denominado Mercedonius, adicionado a cada 4 anos ao fim do calendário, completando, assim, os dias faltantes.

Calendário Maia

Os maias contam, em sua cultura, com dois calendários originários de aproximadamente, segundo estudiosos, 550 a.C. o Haab, é o calendário civil, formado por 365 dias que estão divididos em 18 meses com 20 dias cada um. Os 5 dias que sobram nessas contas, não pertencem a nenhum mês. E também possuem o Tzolkin, que é um calendário sagrado e conta com 260 dias em três grupos de meses.

De acordo com os estudiosos do calendário Maia tradicional, o fim do mundo aconteceria dia 12 de dezembro de 2012.

Calendário Chinês

A China é um dos países que usa o calendário diferenciado do gregoriano. Trata-se de um calendário lunissolar, de forma que, como o nome indica, considera o ciclo Lunar e Solar, unidos. Com ciclos de 12 anos que se iniciam em Fevereiro (ano novo chinês), o calendário tem seu horóscopo dividido de forma diferente, sendo relacionados ao ano de nascimento, e não aos meses como estamos acostumados no Ocidente. Os animais repetem-se a cada cinco anos, sendo eles o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o macaco, o galo, o cão e o porco.

Calendário Islâmico

O calendário islâmico, por fim, é lunar, e pode ser referido também pelo nome de hegírico. Isso em referência à fuga de Maomé para a Medina, que ficou conhecido como Hégira, considerado ainda esse o primeiro ano da era muçulmana. Nesse calendário, temos 354 dias, divididos em 12 meses que contêm 29 ou 30 dias.

Fonte:T.Estudo

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Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de oito títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami