Monday, June 21, 2021

Como a pandemia alterou o processo de ensino e a rotina das crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista)?

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O Coronavírus chegou e mudou a vida das pessoas, o mundo parou, todos tiveram que adaptar seus hábitos e as rotinas foram alteradas. O fato é que nem todos se adaptam com novas rotinas, é o que acontece com crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

As crianças com autismo têm muita resistência a mudança. O fato de as aulas terem sido transferidas de presencial para o ensino remoto de forma repentina ocasionou alterações emocionais e comportamentais em muitas crianças, tornando-as mais irritadas, agitadas e ansiosas. Esses fatores interferem diretamente no ensino aprendizagem.

A interação social é fundamental para o desenvolvimento de todas as pessoas, típicas e atípicas. Tem sido um grande desafio para todos se adaptar às novas condições de estudo, de trabalho e de comunicação nesse período de pandemia. Para as pessoas com TEA esse desafio é ainda maior, pois, além das dificuldades que enfrentam para minimizar o sofrimento causado pelo quadro clínico, novos desafios surgiram com a chegada da pandemia. O isolamento social adotado como medida de prevenção exige uma grande reestruturação da rotina o que pode causar impactos negativos.

Para a pedagoga e coordenadora dos cursos de educação do Centro Universitário das Américas-FAM, Silvia Bianchi, a maior dificuldade dos alunos com TEA nas aulas à distância é que, além de terem que aprender a lidar com nova rotina de estudar em casa, é muito difícil para eles manterem a atenção nas aulas por um longo período.

A rotina é muito importante para crianças com TEA e, por isso, é fundamental que os pais mantenham um ambiente estruturado com regras claras para ajudar a criança a se organizar. Os pais podem manter os horários habituais da criança como: acordar, refeições e banho.

“Apesar da dificuldade que todos encontram em se adaptar às novas rotinas devido a pandemia, esta situação também trouxe a oportunidade de maior aproximação entre pais e filhos, dando aos pais a possibilidade de participar de perto do desenvolvimento dos filhos criando maiores vínculos afetivos”, completa a pedagoga.

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Redação
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