Monday, September 20, 2021

TESOUROS DESAPARECIDOS

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Ouro, prata, pedras preciosas

Do Salão de Âmbar até o misterioso tesouro da Igreja de Lima, muitas preciosidades são dadas como desaparecidas, até hoje. Outras estão cercadas por lendas, como as nefastas riquezas dos templários. Conta-se que, durante as Cruzadas, os cavaleiros haveriam acumulado tesouros incomensuráveis. Entre eles, o Santo Graal, que traria felicidade e juventude eterna a quem o possui.

Tesouro dos templários

Em 1307 o poder dos abastados cavaleiros a Ordem do Templo tornou-se excessivo para o rei da França, Felipe 4º. Ele mandou prender e assassinar os líderes, mas onde ficara seu tesouro? Nas casas da ordem não se encontraram grandes riquezas. Desde então se mantém o mito de que os templários as haveriam ocultado. Diferentes teorias levaram a Israel, à Escócia e à ilha Oak Island, no Canadá.

Segredo de Rennes-le-Château

Também o lugarejo de Rennes-le-Château, na França, foi considerado como possível esconderijo para o tesouro do Templo de Salomão, quando Bérenger Saunière (1852-1917), padre da aldeia, ficou subitamente rico e mandou realizar numerosas reformas na igreja local. Por isso supôs-se que ele encontrara um tesouro. Desde então o lugarejo é uma atração para turistas e sítio de escavações leigas.

Obra-prima de âmbar

Este tesouro é real: o legendário Salão de Âmbar foi criado por um artista alemão. Em 1716, o rei Frederico Guilherme 1º da Prússia presenteou-o ao czar russo Pedro, o Grande. Em 1941, os soldados alemães levaram o precioso âmbar para Königsberg (hoje Caliningrado, Rússia), onde sua pista se perdeu. Uma minuciosa cópia está exposta em São Petersburgo.

Ouro do czar

Mais um enigma da Rússia: conta-se que no fundo do Lago Baikal ainda há ouro do último czar. Depois do assassinato dele, no inverno de 1920, opositores do novo regime comunista tentaram fugir com o ouro do czar, transportando-o em vagões de trem por sobre o lago congelado, porém eles afundaram. Desde então cientista procuram o tesouro. Em 2010 empregaram-se até mesmo submarinos para esse fim.

Tesouro da Igreja de Lima

Em 1821, tropas britânicas sitiavam Lima, com o fim de tomar dos espanhóis o domínio sobre o Peru. Em fuga, os colonizadores retiraram da catedral uma valiosa madona e caixotes cheios de ouro. Um navio comercial ainda chegou a deixar o porto da capital com o tesouro. Mas aí ocorreu algo inesperado.

Ilha do tesouro nos trópicos

Em vez de pôr o tesouro a salvo para os espanhóis, a tripulação o haveria roubado e ocultado numa ilha de coqueiros. Porém até hoje não há qualquer vestígio do ouro de Lima. Aventureiros já escavaram várias vezes a ilhota, hoje pertencente à Costa Rica, sem nada encontrar. Ainda assim supõe-se que ela oculte ainda outros botins de piratas.

Pirata alemão

Klaus Störtebeker, executado em 1401, é um herói popular, embora se duvide de sua existência. Nos mares do Norte e Báltico, assaltava os navios dos ricos comerciantes de Hamburgo. Segundo a lenda, com o ouro que o pirata ofereceu pela própria libertação, poder-se-ia formar uma corrente em torno da cidade portuária, mas nem uma moeda foi encontrada. Presume-se que o tesouro esteja na Ilha de Rügen.

Caçadores de ouro no Outback

Também a Austrália possui sua lenda do tesouro: o enigmático recife de ouro de Harold Lasseter (1880-1931). O australiano afirmava ter descoberto uma gigantesca jazida no deserto do país, apelidado Outback, mas os aparelhos de localização estariam defeituosos. O ouro não foi encontrado nas duas expedições de 1930 e 1931. Lasseter morreu de sede no deserto, sendo hoje considerado um charlatão.

Ouro nazista nos Alpes

Pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, criminosos nazistas, como o comandante da SS Ernst Kaltenbrunner, fugiram para os Alpes Austríacos com ouro roubado e arte de botim. Até hoje pululam as lendas em torno do Lago Toplitz. Terá Kaltenbrunner afundado aqui seu tesouro? Em 1959 mergulhadores encontraram apenas caixotes com notas falsificadas de libras esterlinas.

Caçadores de esperança

Sobre a maioria dos tesouros perdidos só há informações fragmentárias. Porém é justamente isso que excita os caçadores. E pelo menos um tesouro mítico foi, de fato, encontrado. Em 1872, procurando as ruínas de Troia, o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann encontrou um verdadeiro depósito de objetos preciosos. Até então, ele era considerado um visionário pelo meio científico.

Fonte:DW

 

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Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de oito títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami