Saturday, February 27, 2021

AS CONQUISTAS DAS MULHERES ALEMÃS

Por

O direito ao voto

Em 1918, o Conselho dos Deputados da Alemanha proclamou: “Todas as eleições serão conduzidas sob o mesmo sufrágio secreto, direto e universal para todas as pessoas do sexo masculino e feminino com pelo menos 20 anos de idade”. Logo depois, as mulheres puderam votar, pela primeira vez, nas eleições para a Assembleia Nacional alemã, em janeiro de 1919.

Lei de Proteção à Maternidade

A Lei entrou em vigor em 1952. Desde então, passou por várias alterações. O objetivo é assegurar a melhor proteção possível da saúde da mulher e do filho durante a gravidez, após o parto e durante a amamentação. Mulheres não podem sofrer desvantagens na vida profissional por causa da gravidez nem seu emprego pode ser ameaçado pela decisão de ser mãe.

“Nós abortamos”

Em 1971, Alice Schwarzer publicou na revista Stern um artigo no qual 374 mulheres confessaram ter interrompido a gravidez; entre elas, Romy Schneider. Após a publicação, dezenas de milhares de mulheres foram às ruas protestar a favor da maternidade autodeterminada. Em 1974, a coalizão social-liberal aprovou no Parlamento a descriminalização do aborto nos três primeiros meses da gestação.

Mais estudantes e professoras nas universidades

Em 1976, foi realizado em Berlim o evento “1° Universidade de Verão para as mulheres”. Entre as exigências, as precursoras pediam o aumento da participação das mulheres entre estudantes e professoras, que era de 3 %. Em 1970, o percentual de estudantes passou para 9%. Hoje, ele chega a 48%. Em 1999, o número de professoras era de cerca de 4 mil. Hoje, elas são 11 mil em toda a Alemanha.

Livre da obrigação do serviço doméstico

Em 1977, entrou em vigor a nova lei de matrimônio. Até então, a esposa era “obrigada ao serviço doméstico”. Ela só poderia trabalhar se não negligenciasse suas tarefas do lar e se o marido consentisse. Em 2014, 70% das mães trabalhavam fora; 30% em tempo integral e quase 40% em meio período. Entre os casais com crianças, a mulher alemã contribui com uma média de 22,6% da renda familiar.

Igualdade salarial

Em 1979, 29 funcionárias processaram o laboratório fotográfico Heinze, em Gelsenkirchen, pelo direito de ter a mesma remuneração por trabalhos iguais. Elas venceram: em 1980, o Parlamento alemão aprovou a lei sobre igualdade de tratamento de homens e mulheres no trabalho. Mas ainda há muito o que fazer, em 2018, as mulheres alemãs ainda ganham 21% a menos do que os homens.

Pilotas da Lufthansa

Em 1986, a companhia aérea alemã Lufthansa permitiu, pela primeira vez, que duas mulheres completassem a formação de piloto. Elas são: Erika Lansmann e Nicola Lunemann. Hoje, nas diversas companhias aéreas do grupo, 417 mulheres trabalham como co-pilotas e 114 são comandantes.

Trabalho noturno

Em 1992, o Tribunal Constitucional Federal revogou a proibição do trabalho noturno para mulheres. O Tribunal declarou que a alegada proteção estava associada com salários mais baixos e “desvantagens consideráveis”. Na antiga Alemanha Oriental, as mulheres tinham sido autorizadas a praticar todas as profissões desde o início, a qualquer hora do dia ou da noite.

Sexo sem consentimento

Em 1997, a violação sexual no casamento passou a ser considerada crime. O Bundestag decidiu por uma maioria esmagadora que os maridos estupradores já não tinham direitos especiais. A ideia de que seria uma “ofensa menor de coerção” foi abolida. Todos os “atos sexuais” forçados passaram a ser punidos como estupro.

Mulheres na política

Depois de conquistarem o direito ao voto na maior parte dos países, o desafio das mulheres é alcançar a mesma proporção de participação política que os homens. Em 1949, o percentual de alemãs no Bundestag era de 6,8%. Atualmente, elas são 30,7%. A primeira mulher a chefiar o governo da Alemanha foi Angela Merkel, em 2005. Em 2018, ela chegou ao quarto mandato como chanceler-federal.

Tarefas domésticas

Hoje as mulheres alemãs também lutam por direitos iguais em relação às tarefas domésticas e ao cuidado dos filhos. Em 1965, elas limpavam, passavam e cozinhavam em média quatro horas por dia; os homens, 17 minutos por dia. Em 2001, foram somadas 2,5 horas para mulheres e 49 minutos para homens. Atualmente as mulheres ainda gastam 60% mais tempo com tarefas domésticas do que os homens.

O futuro

Para despertar o interesse das meninas em profissões antes consideradas masculinas, especialmente na indústria, desde 2001 empresas alemãs convidam meninas do 5º ano para o ‘Girls day’. O dia das meninas é considerado o maior projeto de orientação profissional do mundo e, graças a ele, cada vez mais jovens mulheres decidem seguir carreira da área de ciências exatas na Alemanha.

Fonte:DW

SIGA-NOS

9,705SeguidoresSeguir
36,066SeguidoresSeguir
Paula Tooths
Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de oito títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami