Monday, June 21, 2021

DESVENDANDO A AMAZÔNIA

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Um recife improvável

Uma missão científica percorre a costa norte do Brasil até a Guiana Francesa. Cientistas brasileiros da UFPA, UFRJ, USP e UENF pesquisam os corais da Amazônia, praticamente desconhecidos da ciência. Eles formam o maior recife do Brasil, são encontrados de 70 metros a 220 metros de profundidade e têm potencial de abrigar novas espécies.

Esperanza em missão científica

Os cientistas estão a bordo do navio Esperanza do Greenpeace. Com 72 metros de comprimento, ele viajou de Bordeaux, na França, até Belém, no Pará. A embarcação deixou o porto brasileiro para a missão científica no início de abril e, até maio, percorre a área do Atlântico que sofre influência do rio Amazonas.

Tecnologia a bordo

A missão atual investiga o chamado setor norte do recife da Amazônia, onde as empresas Total e BP aguardam licença para explorar petróleo. O equipamento side-scan sonar faz uma “leitura” do fundo do oceano. Ele emite ondas acústicas que são transformadas em imagens que são analisadas simultaneamente, com a ajuda dos pesquisadores da USP.

Robô em ação

Quando os pesquisadores localizam um ponto interessante após o uso do sonar, é hora de o robô fazer imagens e coletas. Trata-se de um ROV (Remotely Operated Vehicle). O equipamento pode chegar a 2 mil metros de profundidade e é equipado com três câmeras que transmitem imagens em tempo real. Garrafas especiais acopladas coletam água, e braços mecânicos, material.

O segredo das bactérias

Paralelamente, o trabalho de pesquisa acontece a bordo do navio. O preparo de meio de cultivo vai permitir que apenas víbrios, um tipo de bactéria, cresça. No laboratório da universidade, o sequenciamento genético será feito e os pesquisadores vão tentar entender o papel dessa bactéria nos corais da Amazônia.

Visitantes

Durante a expedição, golfinhos são avistados nadando perto do navio. Nessa região do oceano, na costa norte do Brasil, são encontrados ainda tartarugas, baleias, diversos tipos de crustáceos e peixes. Na região dos corais da Amazônia, por exemplo, o mero, espécie de peixe em extinção, ainda vive.

Fonte:DW

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Paula Tooths
Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de oito títulos publicados no Reino Unido. | Londres - Miami